ORALIDADE, TEXTO E HISTÓRIA: PARA LER A HISTÓRIA ORAL

LOYOLA, SÃO PAULO, 1999.

132 PÁGINAS

 

A História tornou-se uma disciplina inconsciente do seu discurso e de que é, basicamente, um discurso. A História Oral aponta tanto para uma revisão das Ciências Humanas quanto do próprio conhecimento, revendo e propondo outros paradigmas. Fundamentar uma nova História Oral que se dê conta dos seus compromissos com a mudança e reestruture o fazer historiográfico foi a razão da escrita desse livro.

RESUMO: O livro tem duas estruturas. Na primeira, constitui uma crítica ao conhecimento, às naturalizações, universalizações e paradigmas da ocidentalidade, propondo uma Hermenêutica do Presente como instância de debate e resistência; na segunda, delineia o diálogo dessa Hermenêutica com a História Oral e, em especial, com a obra de José Carlos Sebe Bom Meihy, tentando superar os atuais impasses tanto da História quanto da História Oral, pondo em diálogo teorias, métodos e procedimentos em busca de uma maior autonomia das reflexões em torno da oralidade.

 

SUMÁRIO: A Natureza, Os Sentidos, O Olhar, O Corpo, A História, Ficção, Tempo e Memória, A Razão do Senhor, A Ciência, Empirismo, O Tempo da História Oral, Memória, Psicologia Textual, História Oral, Ficção e Realidade, Premissas Métodologicas, Procedimentos Gerais, Procedimentos Específicos, Comunidade de Destino / Colônia / Rede, O Projeto, As Gravações, A Entrevista, A Transcrição, A Textualização, A Transcriação, Interpretação e Leitura.

 

Áreas de interesse: História, História Oral, Sociologia, Antropologia, Filosofia, Letras, Psicologia.

Palavras-chave: Hermenêutica, História Oral, Metodologia, Texto, Interpretação.

 

FOR READING ORAL HISTORY

The book Orality, text and history: For reading oral history, by Alberto Lins Caldas was published recently (Ediçöes Loyola, São Paulo, 1999, 132 pp). The book aims at analysing how oral history has become a discipline with little awareness of its discourse, and what a discourse basically is. Oral history contributes both to a revision of the human sciences, and to a knowledge of itself, analysing and proposing other paradigms. The aim is to provide bases for an oral history which is aware of its commitment to change, and is capable of restructuring the task of the historian. The book is divided into two large sections. The first section constitutes a critique of knowledge, of the naturalisation and universalisation of Western paradigms, proposing a hermeneutics of the present as means to debate and resistance. In the second section, the author outlines the dialogue of this hermeneutics with oral history, based especially on the work of José Carlos Sebe Bom Meihy, thus combining theories, methods and procedures which seek a greater autonomy of reflection about oral history. Among the book's chapter's are: Time and Memory; The Time of Oral History; Memory; Textual Psychology, Oral History, Fiction and Reality; Recording, Interview, Transcription, Interpretation and Reading.


International Oral History Association

http://www.bcn.es/tjussana/ioha/boletin_in5.htm

Bulletin of the International Oral History Association

Published each four months, Number 5, December, 1999